domingo, 6 de junho de 2010

Não tão, tão distante Chapecó

Segue email de uma leitora:

Muito apropriado o nome desse blog, há mesmo coisas que só em Chapecó vemos acontecer...Esta semana teríamos em Chapecó um evento muito interessante: de
28/05/2010 à 06/06/2010 o Salão Mundial do Artesanato, onde poderíamos ter contato com o trabalho original e exótico de lugares como Índia, Líbano, Turquia, Paquistão, Tunísia, Portugal, África do Sul, Quênia, Peru, Japão, Indonésia, Nepal, Bolívia, Cuba, entre outros, com destaque para os móveis e objetos de decoração do Vietnã, das echarpes e bonecas típicas do Laos, doces portugueses, perfumes da Tunísia e das plantas carnívoras do Camboja. Mas, como disse, poderíamos. Sim, porque em função da movimentação dos lojistas e da Prefeitura o evento foi embargado.
Não precisa dizer, claro que os lojistas esperam que o que seria gasto ali entre pela porta de suas lojas. Até entendo. Mas têm nessas lojas o que poderíamos ter adquirido ali? Não. E sabe por que? Porque em Chapecó (só aqui mesmo) a inveja impera, e por esse mesmo motivo as lojas são todas iguais, com as mesmas coisas, sem originalidade, sem inovação... e caras. Aqui um lojista fica "vigiando" o que o outro tem para comprar o mesmo e estragar o mercado de ambos!
Aí, quando aparece algo novo, original, com preços competitivos, dá nisso... Quem levou a pior? Nós, que temos de nos contentar com a mesmice de sempre e pagar o preço.
Ah, claro, o que os lojistas vão comentar nas postagens seguintes é que "pagam-impostos-são-daqui-são-gente-nossa-etc-etc-etc...", eu respondo, balela, impostos todo mundo paga (eu, você, nós, e até esses infelizes que caíram na cilada de vir para esse fim de mundo mostrar o trabalho deles e serem impedidos). Pagaram impostos embutidos na passagem do avião, no ônibus que usaram, no táxi, no hotel, e até no cafézinho... ou não?
Então não venham com esse papo gasto de "gente daqui" que na realidade o que houve foi que um punhado de gente foi até lá e perdeu a viagem, por pura inveja e burocracia burra e serviçal do comércio local (sim, esse que paga impostos, sendo criativo ou não).
André Abreu

4 Comentários:

Às 10 de junho de 2010 17:59 , Anonymous Anônimo disse...

A justiça vem a galope. Chapecó não tardará a tomar o seu temido choque de realidade. Aos poucos a mudança começa. Os coronéis ainda esperneiam, os emergentes sociais ainda tentam se impor, mas sua pequenez e estreitez já gritam mais alto que suas aparências. O mundo progride, as pessoas já viajam mais, os consumidores já compram muito mais em outras cidades, com mais qualidade, melhor atendimento e preço mais justo. Chapecó será obrigada a despertar, a força de patadas e baldes de água fria. Chapecó assistirá ao fim do seu coronelismo ridículo, que ainda tenta se perpetuar por estas terras. E os "grandes" da Chapecó de hoje, que já são micróbios diante dos realmente grandes do mundo real, sumirão tão rápido quanto surgiram. E já vão tarde.

 
Às 23 de junho de 2010 11:44 , Anonymous Anônimo disse...

Até que enfim, alguém sensato para comentar os absurdos que acontecem NA CAPITAL DO VELHO OESTE.
Olha, é inadmissível que nossos governantes municipais concordem com este tipo de prática retrograda.
Naquele mesmo final de semana estive em Caxias do Sul, onde havia acontecido, alguns meses antes, a feira internacional de artesanato. Segundo os organizadores a feira foi um Sucesso. Além da feira internacional os artesões do município também participaram com produtos típicos da região. LÁ, diferente de Chapecó, a feira aconteceu e acontecerá mais vezes, e todos foram beneficiados, os moradores pois tiveram a oportunidade de conhecer produtos novos e diferentes, os artesões locais que também comercializaram os produtos, os organizadores do evento que certamente retornarão a cidade e a prefeitura que arrecadou.
Agora eu pergunto, senhores administradores municipais – O que lhes importam são somente os interesses dos comerciantes? E a população? Em que momento nos perguntaram se havia interesse em conhecer a feira? Que tipo de desenvolvimento é este? Econômico? Cultura? Que tipo de democracia é essa? Quer dizer que meia dúzia de comerciantes – muito provavelmente cupinchas da prefeitura – resolveram que não seria INTERESSANTE ECONOMICAMENTE para eles a realização da feira e pronto, a varinha de condão dá razão a eles e manda aquele bando de ‘coitados’ agasalhar o prejuízo, ensacar a viola e se mandar de Chapecó como se fossem criminosos.
Pergunto: Alguém pensou no prejuízo daquele povo que se deslocou a Chapecó cheios de expectativas para comercializar no Nosso município? NÃO, e sabe por quê? Prefiro não comentar.
E se não bastasse, para minha surpresa, o que está acontecendo hoje, no mesmo local e nas mesmas condições da feira de artesanato?? Uma feira de malhas.
Pergunto, quais os critério que levaram prefeitura e demais órgãos negar as licenças para a realização da feira de artesanato e conceder para a feira de malhas?????
Francamente. Muitas vezes me envergonho de ser Chapecoense.

 
Às 26 de junho de 2010 11:48 , Anonymous Rafael K. disse...

Concordo com muitos trechos do seu comentário mas uma coisa é importantíssima. Se uma feira de artesanato tem objetivo comercial, ela deve, sim, pagar o alvará compatível com a atividade na prefeitura, como todas as empresas devidamente estabelecidas o fazem.

 
Às 6 de julho de 2010 11:16 , Anonymous Anônimo disse...

Concordo plenamente com vc André, eu tbém soube através da minha filha q haveria essa feira.. mas infleizmente n~aconteceu,, e tbém concordo com vc qdo diz q as lojas vendem as mesmas coisas de sempre, caras e nada de atual.....é enqto haver muita ignorancia, individualismo e falta de respeito com a população nem adianta pessoas "de fora" tentar mostrar seus trabalhos.....

 

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