Fogos de Artifício
Às vezes eu tenho a impressão que vivemos na capital mundial dos fogos de artifício. Que fixação é essa? Não há um simples dia que eu não ouça fogos de artifício, mesmo que ao longe, em Chapecó. Realmente não entendo. É legal ver um espetáculo de fogos em ocasiões especiais, mas aqui passam dos limites, banalizam. É um desrespeito às pessoas. Pra quem tem bebê em casa então, nem se fala. Eles se assustam, acordam, choram. Eu ia dizer que isso deveria ser proibido por lei, mas a prefeitura é a primeira a gastar uma banana em fogos toda vez que há qualquer eventinho na cidade, o que, por sua vez, incentiva um monte de paspalhos a sair estourando rojões por aí por qualquer motivo. Não vamos nem entrar nos méritos do risco de explosões, de gente que perde dedos, mãos. Enfim, essa fixação ridícula por fogos é mais uma prova da imaturidade do povo. Coisa de crianção que acha o máximo chamar a atenção fazendo barulho. E aí não passamos longe dos ridículos que colocam o som do carro para os outros ouvirem. O quê? Vão dizer que cada um tem liberdade de fazer o que quer? Cada um faz o que quer desde que não interfira na liberdade do outro. Não sou obrigado a ouvir a música boa ou ruim estourando meus tímpanos, me incomodando, assim como não sou obrigado a tolerar a trilha sonora Faixa de Gaza dos entusiastas por fogos. Meu consolo é que tem muita gente ponderada, civilizada e inteligente aqui. Com o tempo, quem é tacanho vai virando minoria, mesmo que isso leve muito tempo.
