Fogos de Artifício
Às vezes eu tenho a impressão que vivemos na capital mundial dos fogos de artifício. Que fixação é essa? Não há um simples dia que eu não ouça fogos de artifício, mesmo que ao longe, em Chapecó. Realmente não entendo. É legal ver um espetáculo de fogos em ocasiões especiais, mas aqui passam dos limites, banalizam. É um desrespeito às pessoas. Pra quem tem bebê em casa então, nem se fala. Eles se assustam, acordam, choram. Eu ia dizer que isso deveria ser proibido por lei, mas a prefeitura é a primeira a gastar uma banana em fogos toda vez que há qualquer eventinho na cidade, o que, por sua vez, incentiva um monte de paspalhos a sair estourando rojões por aí por qualquer motivo. Não vamos nem entrar nos méritos do risco de explosões, de gente que perde dedos, mãos. Enfim, essa fixação ridícula por fogos é mais uma prova da imaturidade do povo. Coisa de crianção que acha o máximo chamar a atenção fazendo barulho. E aí não passamos longe dos ridículos que colocam o som do carro para os outros ouvirem. O quê? Vão dizer que cada um tem liberdade de fazer o que quer? Cada um faz o que quer desde que não interfira na liberdade do outro. Não sou obrigado a ouvir a música boa ou ruim estourando meus tímpanos, me incomodando, assim como não sou obrigado a tolerar a trilha sonora Faixa de Gaza dos entusiastas por fogos. Meu consolo é que tem muita gente ponderada, civilizada e inteligente aqui. Com o tempo, quem é tacanho vai virando minoria, mesmo que isso leve muito tempo.

11 Comentários:
A esperança de que "com o tempo, quem é tacanho vai virando minoria" já fez parte das minhas ilusões.
Hoje, porém, a frase-clichê que acho mais apropriada ao auto-deslumbramento pseudo-progressista e cheio de complexo de inferioridade dos chapecoenses medianos (que muito infelizmente são a esmagadora maioria) é outra:
"Você pode tirar o caipira da roça. Mas não pode tirar a roça do caipira".
Eu ainda sou otimista em relação a isso. Considere que Chapecó é uma cidade relativamente jovem ainda. Não dá pra esperar muito, por enquanto, de uma cidade que há cinquenta anos queimava gente em praça pública. Por isso eu digo, leva tempo, mas tem jeito, sim, na minha opinião.
Compartilho em grau gênero e número contigo, moro proximo a avenida Getúlo Vargas e é insuportável ouvier esses IDIOTAS desfilando com som a todo volume o dia todo a noite toda pra la e pra cá, com suas nomoradas bestas sentadas ao lado, como se estivessem em um desfile com todos olhando o seu carro o seu "deus som", e o pior é que a polícia ignora como se nada fosse. Quanto aos fogos compartilho tambem com seu comentário, e como diz nosso caro Carlos Prates "...eles ainda conseguem casar... e as idiotas ficam ao lado olhando ele soltar os fogos...", vai gastar dinheiro com algo útil, ou doe pra alguem se voce quer queimar o dinheiro...
"trilha sonora Faixa de Gaza" foi a melhor parte, eu ri. Mas falando sério, eu também sou otimista com relação a isso, assim que extinguirem aquela aglomeração totalmente desprovida de qualquer propósito que não seja a algazarra - que acontece no famoso "prolonga" aos domingos - o problema dos fogos também pode caminhar para uma solução.
Chapecó não queimou gente em praça pública. Queimou uma igreja na praça e depois executou de maneira selvagem quem supostamente tinha ateado o fogo. Mas, enfim, dá na mesma: era uma cidade incivilizada.
E mudou pouco demais para quem se pretende uma cidade modelo.
Humildade e auto-crítica, que são virtudes de sábios, fariam bastante bem à nossa querida capital do Oeste.
Além do uso sensato dos fogos de artifício e do som automotivo, naturalmente.
P.S.: Não consigo respeitar uma cidade cujos habitantes não respeitam os ouvidos alheios.
"a frase-clichê que acho mais apropriada ao auto-deslumbramento pseudo-progressista e cheio de complexo de inferioridade dos chapecoenses medianos (que muito infelizmente são a esmagadora maioria)"
Puts, parece que já li algo parecido falando de "pessoas intelectualmente interessantes", e é uma pena que o autor dessa frase não se revele em meio ao seu vasto e entojado vocabulário. Seja esse o mesmo autor ou seja outro volto a dizer que esse é um comportamento de pinto de granja( coisa que quase não existe por aqui) tanto quanto o comportamento do pessoal que parece gozar apenas fazendo barulho,que muito infelizmente são a esmagadora maioria e bla bla bla....
Tenho certeza que Chapecó muda a passos largos, como já citado, queimamos pessoas em praça pública e fomos temidos por isso, depois disso fomos a capital das rosas e continuamos evoluindo, ainda bem. Só que fique claro que uma mudança de comportamento de uma sociedade não acontece da noite pro dia e sim de uma geração pra outra. Demora um pouco,mas muda.
Vamos lembrar que fogos também são usados como sinalizadores em pontos de tráfico de drogas. Nestes casos você está livre para denunciar à polícia ou ir lá e dar uma sova nos caras.
Até o Haiti tem jeito, assim como a Palestina e o Paraguai, mas a custa do que, e de quem? Quem paga o preço para civilizar os locais? Acho que nessa vida não veremos massa encefálica em certas cabeças.
Acho engraçado esse lance do som nos "autos"...rs.
Essa questão de querer "aparecer" é algo que ocorre com quase todo mundo - em maior ou menor grau - mas algumas pessoas têm extrema dificuldade em ultrapassar essa fase.
Principalmente na adolescência (já estou com 30!) vi vários conhecidos que trabalhavam só pra pagar o som do carro e zoar na avenida, em pratas, etc.
Eu sempre gostei de carros, festas, mulherada e tal... mas isso era um meio e não um fim em si...
Esses conhecidos, como dito, torramvam os pila nos "autos": primeiro comprando o dito cujo e depois comprando a "sonzera" e depois as rodas.
Pelo que já vivi pude comprovar o seguinte:
80% dos caras desses caras acreditavam cegamente que a trilogia carrro + som + rodas era tudo na vida e que sem isso nada valeria a pena.
Passados 5, 6, 10 anos, fui notando que 80% desses caras entrarm em alguma das alternativa abaixo:
a) engravidaram uma "mocinha de família" que adorava andar pela cidade ouvindo a "sonzera".
b)engravidaram a mocinha que adorava a "sonzera" + pararam de estudar porque "não dava".
c)engravidaram a mocinha que adorava a "sonzera" + pararam de estudar + continuaram a trabalhar na mesma "firma" e não podem sair pq pagam o financiamento do "auto".
d) continuam os mesmos sem-noção que andam pra cima e pra baixo com a "sonzera". Mas hoje eles já tem 30 anos...
Amigos: curtam a vida, comprem seus carros, som, etc, mas não se deixem levar pelo desejo de ser mais do que o outro. A vida é bem maior do que isso.
Abs!
É simples!
Quando você é um artista todo mundo te admira por ser um artista!
Quando é um político te admiram por ser político.
Quando é empresário te admiram por ser empresário.
Quando você tem um bom trabalho te admiram por tem um bom trabalho.
Quando você é bonito te admiram por ser bonito.
Quando você é gente boa te admiram por ser gente boa.
Quando você não é NADA, você tenta chamar a atenção de alguma forma!
Seja ela, com som alto, com foguete, arrumando briga, etc etc.
Em resumo quando você não é nada, você continua sendo um Nada porque cada vez mais faz coisas idiotas!
huahua. Concordo que incomoda. Mas vamos lá, nem tanto assim né!
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